segunda-feira, 10 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
Faz-me um...
- Reboot? – perguntou- Sim!? - disse meio confundido, como que desperto de um sonho
- Posso entrar?
- Sim, com certeza... que cabeça a minha!
- Não se quer sentar? - perguntou Reboot – apontando para o banco e retirando rapidamente um monte de tralha que lá tinha.
- Obrigada - disse harmoniosamente a mulher
- Não creio que já nos conhecêssemos, pois não? disse Reboot quase a medo que aquela aparição se desvanecesse no ar.
- Não! – Respondeu enquanto trocava a perna com um gesto suave e lento.
- O assunto que me trouxe aqui é de grande importância – disse a estranha mulher
- Ah sim ...!? - disse surpreendido pelo tom grave
Os olhos dela escureceram ainda mais, fitando-o profundamente, passou uma mão pelo colarinho da camisa de Reboot como que a alisa-la e deixou-a escorregar pelo peito...
Reboot não percebia se aquilo era uma cena de sedução ou mais de ameaça, porque apesar de os gestos serem calmos e convidativos, algo havia naquele olhar que o afastava.
- Faz-me um Reboot?
...
:s
segunda-feira, 3 de março de 2008
domingo, 2 de março de 2008
A menina que queria ser maçã...

Quando perguntaram a Joaninha o que é que ela queria ser quando fosse grande (há sempre um dia em que um adulto nos faz essa pergunta), ela não hesitou:
- Quando for grande quero ser maçã!
Disse aquilo com tanta convicção que a mãe se assustou:
- Maçã? A maior parte das crianças quer ser: a) astronauta b) médica/o c) corredor de automóveis d) futebolista e) cantor/a f) presidente. Há algumas respostas mais originais: «Quero ser solteiro», confessou o filho de uma amiga minha. Conheço uma menininha que foi ainda mais ambiciosa:
- Quando for grande quero ser feliz.
Mas maçã? Joaninha, meu amor, maçã porquê?
A pequena encolheu os ombos: «são tão lindas». Passaram-se os anos e a mãe pensou que ela se tinha esquecido daquilo. Mas não. No dia em que entrou para a escola a professora fez a todos os meninos a mesma pergunta:
- Ora vamos lá a saber o que é que vocês querem ser quando forem grandes...
Astronauta. Piloto de Fórmula 1. Cantora. Futebolista. Barbie (há muitas meninas que querem ser a Barbie). Médica. Modelo. Actriz. E tu, Joaninha?
- Eu quero ser maçã!
Risos. Os outros meninos começaram a fazer troça dela:
- Maçã raineta! Maçã raineta!...
- Se a Joaninha pode ser uma maçã, eu quero ser um avião...
Ela nem fazia caso. Quando crescesse havia de ser uma maçã, sim, uma maçã verde, luminosa, tão perfumada como uma manhã de primavera.
Poucas vezes, porém, conseguimos cumprir os nossos sonhos. Joaninha transformou-se numa mulher bonita, estudou, e fez-se professora. Era uma boa professora. Só quem conseguisse olhar para dentro dela poderia saber que, bem lá no fundo do seu coração, a Joaninha sentia ainda aquela grande vontade de se tornar maçã.
O tempo passou - o tempo, aliás, está sempre a passar, nós é que nem sempre damos pela sua passagem. O tempo passou, portanto, e Joaninha envelheceu. Não casara, não tinha filhos, envelheceu sozinha.
Foi numa tarde de Outono. As árvores tinham perdido as suas folhas. O sol, cansado, com aquela cor macia que tem o mel, desaparecia no horizonte. Joaninha estava a dormir, sentada numa cadeira de baloiço, na varanda da sua casa, quando apareceu um anjo e a levou. Ela não percebeu logo onde estava. Foi preciso que Deus lhe tocasse nos ombros com a ponta dos dedos:
- Acorda, minha filha - disse-lhe Deus -, já chegaste.
Joaninha abriu os olhos e viu o que já antes via com os olhos fechados: os anjos passeando num grande jardim, os peixes flutuando no ar, juntamente com os pássaros, e aquele velho de barbas brancas, ao seu lado, sorrindo como só Deus sabe sorrir.
- Meu Deus - perguntou-lhe - porque não me deixaste ser maçã?
- Ser maçã é difícil, Joaninha - disse-lhe Deus. - É preciso crescer muito para ser uma boa maçã. Tu cresceste. Agora, sim, serás maçã.
Alguns meses depois um menino descobriu no pomar da casa dos seus avós uma maçã de um brilho intenso. Cheirou-a: cheirava a manhãs lavadas, cheirava a primavera, era um cheiro que se colava aos dedos. O menino comeu a maçã e sentiu-se feliz.
Naquela tarde disse à avó:- Sabes, acho que quando for grande quero ser maçã!
José Eduardo Agualusa
Amei e o baby Gui também :)
Obrigada Mano por nos levares
Muito Obrigada Zé por nos presenteares, mais uma vez, com a beleza da tua arte.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Reflexão Egoísta II
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Reflexão Egoísta I
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Há uma hora certa - Mário Cesariny
Não sei porquê mas sempre que este poema
se atravessa no meu caminho lembro-me de ti.
Beijo GRANDE Mano Velho
sábado, 12 de janeiro de 2008
Uma Linda história...
Esta carta foi enviada ao director de uma escola primária que tinha oferecido um almoço em homenagem a pessoas idosas da comunidade.
Durante o almoço, uma senhora, de idade avançada, ganhou um novo rádio num sorteio realizado com os cupões que foram entregues na porta.
Poucos dias depois, ela escreveu a seguinte carta em agradecimento.
Esta história é uma homenagem a toda a humanidade e serve para reflectirmos sobre as relações humanas.
Durante o almoço, uma senhora, de idade avançada, ganhou um novo rádio num sorteio realizado com os cupões que foram entregues na porta.
Poucos dias depois, ela escreveu a seguinte carta em agradecimento.
Esta história é uma homenagem a toda a humanidade e serve para reflectirmos sobre as relações humanas.
'Caros alunos e membros da direcção, Deus Vos abençoe pelo lindo rádio que ganhei durante o almoço em homenagem aos idosos! Eu tenho 84 anos e moro num lar de velhinhos.
Toda a minha família já faleceu, eu não tenho mais parentes. Por isso, foi muito reconfortante saber que existem pessoas que ainda pensam em mim.
A minha companheira de quarto tem 95 anos de idade e ela teve um rádio durante muitos anos. Antes de eu ganhar este, ela nunca permitiu que eu ouvisse o rádio dela, mesmo quando ela estava a dormir. No entanto, há uns dias atrás, o rádio dela caiu da mesinha de cabeceira e espatifou-se no chão. Foi muito triste e ela chorou muito.
Então, ela pediu-me para ouvir o meu rádio, e eu disse:
- Nem que te f*das toda, p*ta do car**ho!!!'!!!
Obrigada por me proporcionarem essa oportunidade.
Sinceramente,
Gumercinda Alves de Souza'
Gumercinda Alves de Souza'
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Memórias de Infância

Tenho também que adquirir um belo exemplar desta burro-cigarreira que faz parte das minhas memórias de infância.
domingo, 6 de janeiro de 2008
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
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